segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Novidades

Novidades no blog... logo, logo teremos mais um integrante.



 Bjkas da Kelly...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Um pouco de doçura...

NÃO SEI...

Não sei... se a vida é curta...

Não sei...
Não sei...

se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar.

(Cora Coralina)

domingo, 22 de novembro de 2009

Diferenças

O que diferencia uma pessoa da outra?
 Muito além da cor da pele, são nossas atitudes que nos diferenciam, nossas escolhas, a pessoa que resolvemos ser. Quando se fala em preconceito a primeira imagem que nos vem a cabeça é de um negro sendo maltratado, mas não pára por aí, a discriminação atinge um grupo muito maior de pessoas: gays, pobres, deficientes físicos e mentais, fiéis das mais diversas crenças, sendo que neste caso a intolerência justifica guerra e carnificina.
Qualquer pessoa que foge do "padrão" pré-estabelecido por uma comunidade é passível de julgamento, Hitler usou este aspecto da sociedade a seu favor e foi responsável por um dos maiores massacres da história do mundo.
Sou neta de uma mulher negra que foi casada com um branco de olhos azuis, isso em nenhum momento foi questionado por nossa família, amei minha avó, tenho dela as melhores lembranças possíveis e em nenhum momento sua cor fez diferença, meu avô a amou a ponto de não resistir a sua morte e foi encontrá-la menos de um ano depois, ela foi uma mulher extraordinária que criou os 10 filhos com muitas dificuldades. Se meu avô sofreu julgamentos por ser casado com uma negra? Pode-se imaginar o quanto, se nos dias de hoje o preconceito ainda resiste, imagine a 80 anos atrás, numa cidadezinha do interior em uma comunidade onde predominava imigrantes alemães e poloneses!
A história dos meus avós me enche de orgulho, minha filha também é neta de uma mulher negra, linda, guerreira, doce que mesmo após minha separação esteve e se mantém a meu lado, dedico a ela todo o meu carinho e respeito, é sem dúvida a melhor avó que eu conheço e minha segunda mãe.
Me entristece ver o que a onda do politicamente correto provoca, chamar alguém de negro é praticamente uma ofensa, mas o que há de errado em afirmar nossas origens? Negros são como brancos, asiáticos, índios, etc, só existe uma raça, a humana, dentro deste conjunto, todos temos nossas particularidades, nossas qualidades e defeitos, não é a cor da pele, a crença, a opção sexual ou a classe social que faz de nós melhores ou piores, está aí Brasília que não nos deixa mentir, há ali um pouco de todos.
O que dizer dos estudantes que queimaram o índio Pataxó a alguns anos atrás? Não eram negros, nem probres, como justificar? No que a opção sexual de cada um interfere na convivência com a sociedade? A guerra na Faixa de Gaza, crenças diferentes, com um único Deus, lutando por um pedaço de terra, onde cabe coerência na morte de tantos inocentes? Assim como classificar toda pessoa pobre, que mora em comunidades carentes com bandidos é de uma ignorância a toda prova, alguém se lembra do morador de rua que passou num concurso do Banco do Brasil?
Enfim, o assunto é longo e polêmico, gera discussões intermináveis porém a solução é muito simples, basta
 tolerência, respeito ao indíviduo, entender que a diferença existe e é isso que nos engrandece, é na diferença que aprendemos a ser melhores, que testamos nossas capacidades e limites. Se cada um se limitasse a cuidar da própria vida sem julgar a vida do outro, tudo seria mais fácil.
Somos iguais perante a vida, nascemos e morremos da mesma maneira,  todos temos escolhas e podemos seguir por este ou aquele caminho, mas onde quer que se vá, as diferenças estarão presentes e é isso que nos faz HUMANOS.

Luciana

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Respeito e Gentileza

Teoricamente somos seres racionais, certo?
 Sendo assim, diante do cenário de violência gratuita, abuso de crianças, exploração da imagem de portadores de distúrbios mentais e dependentes de drogas, vaias a uma minissaia dentro de uma universidade, corrupção escancarada e banalizada, assassinatos, sequestros, apatia, estes fatos acontecendo todos ao mesmo tempo agora, como justificar?
Recebo frequentemente, em meu e-mail textos saudosos de outras décadas, e falando assim, entende-se  uma enorme viagem no tempo, algo em torno de 50, 60 anos atrás, não, nada disso, falo de apenas uma ou duas décadas passadas, quando ainda era possível reunir os amigos na rua para brincar, assistir programas mais condizentes com a infância, onde Sr e Sra. eram o tratamento dispensados aos adultos em geral, onde criança tinha limites e aprendiam em casa, desde muito pequenos, a respeitar as outras pessoas. Isso era evolução. Onde, em que momento dentro deste 20 anos nós perdemos a racionalidade? Onde foi parar o respeito e a gentileza? características indispensáveis para nos denominar civilizados?
Dentre todas as qualidades que uma pessoa deve ter, acredito que sejam estes dois aspectos os mais importantes para a vida em sociedade, são elas que nos abrem portas, independente do dinheiro que se tenha, do lugar onde more, da roupa que se veste. Logicamente falo do respeito recíproco, o respeitar e ser respeitado.
Uma pessoa para ter sucesso  profissional precisa de um time "anônimo" para lhe dar suporte, a faxineira, a babá, o cabeleireiro,a manicure, os professores,o motorista de táxi, o frentista, o garçom, os amigos, os estagiários, as secretárias, gerentes e caixas de banco, o porteiro do prédio, a tia do cafezinho, enfim, pessoas que muitas vezes nem notamos, que passam desapercebidas na correria nossa de todos os dias, mas basta um deles faltar, um único dia, para que sua falta seja sentida. Outro dia, li uma matéria em que a Camila Pitanga, protagonista de uma novela da Globo, falava sobre a preparação da sua personagem e dentre as coisas que ela disse uma verdade cruel, que pessoas de uniformes não são vistas. Infelizmente isso ainda existe, em pleno século XXI ainda não nos damos conta do valor de cada pessoa nas nossas vidas, e isso vale não somente para os uniformizados, vale para qualquer pessoa que fuja do estereótipo pré- concebido, por que? O que faz alguém pensar que estas pessoas não são dignas de respeito? 
Que mal existe em dar um bom dia ao segurança do banco, à moça da padaria, em agradecer à faxineira por cuidar da nossa casa, zelando do que é nosso enquanto estamos aqui fora, desbravando nossas fronteiras?
Gentileza não mata ninguém, mas é contagiosa, talvez não altere o mundo, mas faz uma diferença enorme nas nossas vidas respeitar as pessoas pelo que são.
Gostaria de deixar aqui um desafio, que amanhã, apenas por um dia, você pratique a gentileza,garanto que não dói. O que você vai ganhar com isso? Depois você me diz, quem sabe este dia se multiplique.